Aqui no BRANCO LEONE, um assunto tudo a ver com a publicação do nosso livrinho. Prá quem não conhece, o Albano (Branco Leone) mantém há uns três anos mais ou menos uma doideira que ele chama de projeto de literatura independente na internet.
Na verdade é uma editora independente. Até aí nada demais. O tal projeto, OS VIRALATA já sobrevive com suas pernas próprias e algo que dura três anos, deixa de ser um projeto e vira realidade, menos se for alguma coisa do governo que aí é capaz de virar cinquenta anos e nunca deixar de ser projeto.
Mas, o relevante é que o negócio do Branco é editar livros de autores independentes, tipo o Capão, outras histórias. Falar nisso, ele deixou uma boas palavras sobre o livrinho lá.
E acho que a gente deveria falar mais sobre o assunto, literatura independente. Essa discussão vai longe. Tem gente que é a favor, tem gente que acha que não vale a pena. Eu, particularmente não vejo de forma diferente. Se não, vejamos:
Uma editora “normal” edita o o sujeito desconhecido. Diz que investe uma grana e tal. Aí cobra por exemplo, trinta reais o exemplar. Paga três reais, é isso mesmo: três reais pro autor a título de direito autoral. E se compromete com todas as despesas que tiver com a divulgação, material de imprensa, etc. Só que na realidade, nada disso aparece.
Pior, o autor não tem acesso aos dados de vendas, etc. Ninguém sabe ao certo quanto ele vendeu ou não. Enfim, uma caixa preta dessas, igual aviãozinho da TAM, sabe como é?
Esse tipo de coisa, para mim não serve. Prefiro o risco e a mão de obra de fazer independente, bem tosco mesmo, mas tenho total controle sobre o que está rolando.
Meu editor, o Georges da CBJE ele abre o jogo. Olha cara, teu livro vai custar tanto. Vamos fazer tantos exemplares. Faço uma produção, te mando uma prova. Se você aprovar, rodamos o livro. Quanto maior a tiragem, menor o custo unitário.
Então, para mim é isso o que serve. Posso fazer com que o valor seja o menor possível e que chegue à mão do leitor. E que me leiam. Não pretendo viver disso. Mas quero ser lido, afinal acho que essa é amaior aspição de quem quer escrever.
À propósito, o Brancoleone dá vários exemplos lá no blog dele de outras pessoas como a OLIVIA MAIA, que editou por uma grande editora e sofre suas agruras,o ALEX, o BIAJONI além do próprio BRANCO LEONE que optaram pela forma independente.
É uma discussão que tem que continuar.
E você o que tem a dizer sobre isso?

Na minha opinião, os autores independentes deveriam investir mais na sua promoção na internet, blogar mais no intuito de chamar a atenção e construir uma imagem, isto deve preceder (e ser a prioridade) ao desejo de ver publicado o livro.